Seja lá qual for o resultado desta eleição presidencial, pelo menos uma nova liderança política despertou no cenário nacional. Índio da Costa, deputado pelo DEM do Rio de Janeiro, ex-secretário de César Maia e atual candidato a vice na chapa de José Serra, com brilho próprio, tem desempenhado um papel que até aqui o resto da oposição, com honradas exceções, tem se recusado terminantemente a fazer: combater de frente a empulhação oficial.
A escolha de Índio da Costa como vice de José Serra pegou a todos de surpresa. Nem seus partidários sabiam de quem se tratava. O próprio Serra tinha conversado com o deputado apenas uma vez. Muitos, como o presidente do PTB, Roberto Jefferson, desdenharam da escolha. No currículo, entretanto, Índio ja demonstrava as qualidades de um grande político, sendo, como relator do projeto, um atuante combatente em favor da Lei do Ficha Limpa. A notoriedade, entretanto, ainda estava restrita aos círculos mais íntimos dos partidos políticos. Perante o público e boa parte da classe política, Índio da Costa representava uma incognita. Não demorou muito para o rapaz revelar-se, causando pânico nas hostes petistas e perplexidade entre seus cambaleantes e cordados correligionários, responsáveis por terem desempenhado, ao longo dos últimos sete anos e meio, a oposição mais indolente da história brasileira.
Nos primeiros dias, logo depois de sua escolha, Índio da Costa jogou o PT, e por tabela a candidata Dilma Rousseff, nas cordas, anunciando em alto e bom som que o PT tinha relações históricas com as FARC, e por consequência, com o Narcotráfico. A notícia, que há muito vinha sendo devidamente ignorada pela mídia, acabou por contaminar o mundopolítico. A pauta da relação PT e FARC, antes restrita a algumas colunas, como a do filósofo Olavo de Carvalho, a do jornalista Reinaldo Azevedo acabou na boca do povo, estimulando um bombardeio na internet para cima da candidata Dilma e dos integrantes do PT. O Foro de SP, antes sonegado por boa parte dos jornalistas, tornou-se um conhecido do público. Em defesa de Índio da Costa, uma massa de internautas, conhecedores da relação nebulosa entre PT e FARC tratou de lhe dar cobertura, fazendo com que o ensaio para um censura interna, vinda do núcleo da campanha oposicionista, fosse debelado. Lideranças políticas nacionais da oposição, até então em silêncio, reafirmaram a posição de Índio da Costa. Se juntaram ao vice de Serra, Geraldo Alckmin, Paulo Bornhausen, Sérgio Guerra, Tasso Jereissati, Ronaldo Caiado e o próprio José Serra. Dali em diante Indio da Costa deixava de se tornar um anônimo ilustre para se projetar como única liderança oposicionista que de fato merece a alcunha de oposicionista.
Enquanto o resto da oposição continua andando em círculos, desenganada pela marquetagem mais enfadonha, Índio da Costa, em todos os debates e entrevistas que dá, lava a alma do país que presta, dizendo o que precisa ser dito. A todo momento ele dá o tom que deveria ser o mote da campanha oposicionista: a batalha entre o autoritarismo e o estado democrático de direito. Em um cenário em que a oposição luta desesperadamente para se parecer herdeira de um governo institucionalmente vagabundo e moralmente corrompido, Índio da Costa é uma grata surpresa, sobretudo para um público mais conservador, até então orfão de representação política, que representa a retomada de um projeto oposicionista para um Brasil onde todo mundo quer parecer governo.
A escolha de Índio da Costa como vice de José Serra pegou a todos de surpresa. Nem seus partidários sabiam de quem se tratava. O próprio Serra tinha conversado com o deputado apenas uma vez. Muitos, como o presidente do PTB, Roberto Jefferson, desdenharam da escolha. No currículo, entretanto, Índio ja demonstrava as qualidades de um grande político, sendo, como relator do projeto, um atuante combatente em favor da Lei do Ficha Limpa. A notoriedade, entretanto, ainda estava restrita aos círculos mais íntimos dos partidos políticos. Perante o público e boa parte da classe política, Índio da Costa representava uma incognita. Não demorou muito para o rapaz revelar-se, causando pânico nas hostes petistas e perplexidade entre seus cambaleantes e cordados correligionários, responsáveis por terem desempenhado, ao longo dos últimos sete anos e meio, a oposição mais indolente da história brasileira.
Índio da Costa: os petistas não gostam dele, e isso é bom para o Brasil
Nos primeiros dias, logo depois de sua escolha, Índio da Costa jogou o PT, e por tabela a candidata Dilma Rousseff, nas cordas, anunciando em alto e bom som que o PT tinha relações históricas com as FARC, e por consequência, com o Narcotráfico. A notícia, que há muito vinha sendo devidamente ignorada pela mídia, acabou por contaminar o mundopolítico. A pauta da relação PT e FARC, antes restrita a algumas colunas, como a do filósofo Olavo de Carvalho, a do jornalista Reinaldo Azevedo acabou na boca do povo, estimulando um bombardeio na internet para cima da candidata Dilma e dos integrantes do PT. O Foro de SP, antes sonegado por boa parte dos jornalistas, tornou-se um conhecido do público. Em defesa de Índio da Costa, uma massa de internautas, conhecedores da relação nebulosa entre PT e FARC tratou de lhe dar cobertura, fazendo com que o ensaio para um censura interna, vinda do núcleo da campanha oposicionista, fosse debelado. Lideranças políticas nacionais da oposição, até então em silêncio, reafirmaram a posição de Índio da Costa. Se juntaram ao vice de Serra, Geraldo Alckmin, Paulo Bornhausen, Sérgio Guerra, Tasso Jereissati, Ronaldo Caiado e o próprio José Serra. Dali em diante Indio da Costa deixava de se tornar um anônimo ilustre para se projetar como única liderança oposicionista que de fato merece a alcunha de oposicionista.
Enquanto o resto da oposição continua andando em círculos, desenganada pela marquetagem mais enfadonha, Índio da Costa, em todos os debates e entrevistas que dá, lava a alma do país que presta, dizendo o que precisa ser dito. A todo momento ele dá o tom que deveria ser o mote da campanha oposicionista: a batalha entre o autoritarismo e o estado democrático de direito. Em um cenário em que a oposição luta desesperadamente para se parecer herdeira de um governo institucionalmente vagabundo e moralmente corrompido, Índio da Costa é uma grata surpresa, sobretudo para um público mais conservador, até então orfão de representação política, que representa a retomada de um projeto oposicionista para um Brasil onde todo mundo quer parecer governo.

Nenhum comentário:
Postar um comentário