quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Um modelo para o Brasil

Dilma Rousseff, durante a campanha eleitoral, garantiu ao Brasil que o Rio de Janeiro seria o nosso modelo de Segurança Pública. Os ônibus, vans e carros incendiados nas ruas cariocas provam que não foi à toa que ela se tornou a candidata mais votada nos presídios paulistas, sendo eleita ainda no 1º turno. A violência endêmica que contaminou o Rio não é fruto de outra coisa que não uma política de segurança pública que vê o criminoso não como bandido, mas como companheiro. Os traficantes não estão botando fogo na cidade por desespero, mas sim por terem certeza da impunidade. Eis o laxismo penal, que os petistas adoram difundir, em seu estado bruto.

Ao contrário dos EUA, onde o criminoso vai em cana, o Brasil, com sua peculiar forma de pensar, prefere soltá-lo, ou, como no modelo de Sérgio Cabral, não pretende prendê-lo, desde que este prometa se comportar. As Unidades de Polícia Pacificadoras, criadas no Rio, são o resultado de uma realidade onde o Estado abdicou de sua função de combater o traficante para celebrar com ele um acordo de bons modos.

De um lado, a polícia finge que atua ostensivamente, do outro, o traficante finge que não trafica. Do Oiapoque ao Chuí Dilma fez a felicidade dos bandidos ao prometer espalhar as UPPs pelo Brasil. Eles esperam que ela anuncie o seu ambicioso plano tão logo saia do obsequioso silêncio em que se mantém desde o início do caos no Rio.

Em recente entrevista ao jornal O Globo o ex-secretário Nacional de Segurança Pública do governo Lula, Luiz Eduardo Soares, afirmou que “O tráfico já era”. A crise no Rio, o aumento de fluxo de entrada de todo tipo de drogas no País e os 50 mil homicídios por ano praticados no Brasil berram o contrário, jogando a empulhação oficialesca na montanha de lixo erguida nesses anos em que somos governados pela Era da Mediocridade.

Não se pode esperar nenhuma segurança vinda de um governo que mantém ligações políticas com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). O que se pode esperar é que o candidato deste governo seja um campeão de votos nos presídios.

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