domingo, 9 de janeiro de 2011

Integra do Meu Discurso Como Orador da 2° Turma de Formandos de 2010 do Curso de Direito da UCS.


Boa noite a todos. Meus queridos colegas. Neste grupo de formandos há aqueles que se conhecem há muito tempo e aqueles que cultivaram amizade apenas recentemente. Felizmente os caminhos que percorremos nos levaram, cedo ou tarde, para esse momento comum de alegria, realização, emoção e, sobretudo, de grande responsabilidade. Alguns se encontraram antes. Outros depois. O que passamos durante o período em que freqüentamos a cátedra de direito certamente não restará esquecido. Cada um tem muito a dizer sobre o que passou. Cada um aqui presente tem uma longa história para contar.  E não há melhor rol de testemunhas que possam atestar isso do que este composto por essa vasta platéia de pessoas que nos são tão queridas e especiais. Nossos entes queridos. Nossos melhores amigos. Nossos maiores amores.  Não seria possível manifestar aqui cada experiência individual ao longo dessa jornada de conhecimento acadêmico e de construção de vida. Assim, resta-me a função de externar algumas palavras que, creio eu, sirvam a todos.

Queridos amigos. Esse é o dia que transmutaremos nosso estado de observadores para o de protagonistas. O oficio daquele que estudou a ciência jurídica é uma arte nobre. É a arte de promover a justiça. E cá estamos nós. Uma nova geração de nossa elite intelectual gerada no ventre de um ambiente acadêmico produtor de conhecimento, ainda tão raro para a grande maioria de nossa população.  Eis aqui uma nova geração de promotores da legalidade. Nessa condição carregamos a responsabilidade do bom uso do conhecimento que nos foi passado e do conhecimento que nós mesmos buscamos.

Nesse momento não podemos deixar de citar aqueles que durante esse processo de amadurecimento do intelecto tiveram firme presença seja por seus ensinamentos no campo jurídico como no foro íntimo. São nossos mestres. Nossos professores. E eles se encontram aqui representados por aqueles que durante esse período resumiram aquilo que temos como melhor exemplo a ser seguido em nossas futuras carreiras.

Ao professor Carlos Jaime Moreira, nosso estimado patrono, que presenteou gerações de profissionais com aulas que todos aqueles que tiveram a oportunidade de presenciar jamais esquecerão. Professor Moreira tem o dom de transformar aquilo que poderia ser somente uma aula em uma oportunidade de fortificar nossa egrégora coletiva.

Ao nosso querido professor paraninfo Francisco Kury que além de nos encaminhar nas vias da filosofia jurídica nos ensinou o quanto bonita Vera Fisher ainda pode ser considerada. O misto de ensinamento com relato em primeira pessoa é uma arte de adornar as aulas que somente nosso paraninfo consegue imprimir.

Ao nosso professor homenageado de honra, Marcelo Grazziotin. Acha que esqueceremos seus trejeitos, frases, e palavras começadas de maneira abrupta? Não! Assim como não esqueceremos o modo fraterno como conduz suas aulas sendo para todos, além de um mestre, um amigo com quem podemos contar.

Por fim também faço menção a nossos professores homenageados, O professor Clóvis Ramos que mesmo afastado por muito tempo do convívio dos universitários esta aqui sendo homenageado, prova que sua aula, sua presença de espírito, sua camaradagem não são jamais esquecidos ou deixados de lado. E por fim a professora Remi Soares, a quem sempre tivemos uma presença firme e constante, sem jamais deixar de lado o espírito companheiro e atento que e caracteriza.

Também não deixo de mencionar nossa funcionária homenageada, a Milena, a quem sempre pudemos contar quando nos atendia, apesar da pressa de alguns e da impaciência de outros, com a delicadeza e competência que sempre carregou consigo.

São pessoas como essas, aliadas ao conforto e a educação que nos é provido em nossos lares, através do amor de nossas famílias, e ao ensinamento de nossos pais, ou daqueles que representaram este papel ao longo de nossas vidas, que ajudam na forjadura de nossas personalidades.  Mas independente da ação dessas pessoas só podemos nos medir por nossos próprios parâmetros. E se precisamos encarar a realidade de que somos os senhores de nosso destino, também é preciso enfrentar o fato de que aquilo que fazemos com ele tem sérias implicações no seio de nossa sociedade. Somos indivíduos com responsabilidades coletivas. Essas responsabilidades estão erigidas na ética, na moral, na boa fé e na competência. E se desvirtuarmos nosso saber para o caminho da perdição então não prejudicamos somente a nós, prejudicamos a todos os demais.

Há que se ter consciência que nosso trabalho é, além de tudo, institucional. A civilização não existe sem norma. A civilização não existe sem lei. E muito pior que a ausência da lei é a existência da lei não respeitada. Infelizmente vivemos na época em que esse ornamento da construção da sociedade humana não vem sendo seguido. E se queremos construir algo positivo então devemos partir do princípio de que devemos batalhar para que nossa sociedade volte a ser cumpridora de suas obrigações. E não há melhor forma de isso se estabelecer se não por meio de nossa própria ação, de nossa própria atitude.

Portanto, mostremos nossa vitalidade renovadora frente aos novos desafios que se apresentarão em nossas vidas. Esbanjemos otimismo perante as adversidades que inevitavelmente confrontaremos. Saibamos encontrar as virtudes em meio aos vícios. Continuemos a ser quem somos. E que utilizemos como norte em nossas vidas o mesmo espírito de alegria que temos hoje nesse dia tão importante.

Professor Moreira. Certamente saímos daqui maiores e melhores.

São essas as palavras que tinha para essa noite
Obrigado e parabéns a todos nós  


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